terça-feira, 7 de setembro de 2010

CULTURA JOVEM

CULTURA JOVEM


Um ponto que une a atual geração de jovens é a grande quantidade de informação a que ela é exposta desde muito cedo. O conhecimento está sempre ali, à distância de poucos toques e tecladas dos dedos. O jovem aprende, de forma surpreendente e precoce, a lidar com várias fontes de informação ao mesmo tempo. Ele funciona como uma grande antena, sempre ligada, sempre captando. E faz tudo isso muito bem.

ESTILO:
Já se foi o tempo do roqueiro que só se vestia de preto e do gótico que não ouvia reggae. As tribos urbanas ainda estão aí, mas os jovens transitam sem problemas entre elas. "É como se surfassem umas nas outras", diz a psicóloga e pesquisadora de moda Cristiane Mesquita. "Eles se apropriam de elementos estéticos de algumas tribos, mas são raros os que seguem seus códigos a fundo." Uma tribo urbana é uma espécie de pacote de gosto musical, ídolos, roupas e acessórios. É uma forma de sinalizar aos outros o que se é - ou não é nada disso. Pode ser simplesmente a expressão sem compromisso da preferência momentânea por uma moda ou por um artista pop. Quando saem para a balada, muitos jovens se vestem de acordo com a ocasião. A roqueira que usa roupa de couro durante seis dias da semana pode renascer clubber para uma festa a caráter no sábado.

NUTRIÇÃO:
Quando os filhos chegam à adolescência, muitos pais abrem mão de uma de suas responsabilidades: a de cuidar para que se alimentem direito. Fazem isso convictos de que não há mesmo remédio, visto que jovem só come porcaria. Não é bem assim. Um estudo realizado com alunos de 12 a 18 anos das escolas públicas de São Paulo concluiu que eles comem o mesmo que os adultos, só bebem mais refrigerantes.
A geração atual é provavelmente a mais preocupada com comida saudável de todos os tempos. Está em alta ser vegetariano, eliminar a carne vermelha do cardápio e preferir produtos com o rótulo diet. Nesse estilo também vale a regra do bom senso: excessos fazem mal à saúde. Quanto mais variada, mais saudável é a alimentação. O maior perigo mora nos maus hábitos, que tendem a se perpetuar. A comida gordurosa não faz mal para quem está crescendo. Mas, com o fim da adolescência, o metabolismo desacelera e o corpo pára de queimar calorias com a mesma eficiência.
SEXO:
Os adolescentes de hoje são a geração mais bem informada sobre sexo de todos os tempos. Eles têm aulas de educação sexual na escola, lêem a respeito nas revistas, vêem os reality shows da televisão e, se restar algum vestígio de dúvida, há sites na internet que respondem a qualquer questão sobre o tema. Os jovens não apenas sabem muito como não há amarras sociais nem familiares que verdadeiramente os impeçam de passar da teoria à prática no momento escolhido por eles próprios. Nada disso, vale dizer, impede que estejam confusos e divididos sobre temas como virgindade, fidelidade, namoro e casamento. O conhecimento também não é suficiente para evitar descuidos, como sexo sem camisinha. Por ano, nasce 1 milhão de bebês de mães solteiras adolescentes no Brasil.

GRAVIDEZ:
A gravidez na adolescência é um desastre na vida de qualquer menina. Uma jovem que tem seu bebê aos 16 anos se vê com a tremenda responsabilidade de ser mãe numa época em que deveria estar se preparando para o vestibular e dando os primeiros passos rumo à carreira profissional. Meninas entre 15 e 19 anos deram à luz 1 milhão de bebês no ano passado, de acordo com os números do Ministério da Saúde.

DROGAS:
As campanhas contra o uso de drogas e a exibição na televisão do efeito devastador que elas têm sobre a vida dos viciados deveriam ser suficientes para riscar esse mal da superfície do planeta. Não é o que acontece. Num desafio ao bom senso, um número enorme de adolescentes continua dizendo sim às drogas. Pesquisa recente mostrou que um em cada quatro estudantes do ensino fundamental e médio da rede pública brasileira já experimentou algum tipo de droga, além do cigarro e das bebidas alcoólicas. A idade do primeiro contato com esse tipo de substância caiu dos 14 para os 11 anos em uma década. Tais dados sinalizam um futuro bem ruim. Quanto mais cedo se experimenta uma droga, maiores são os riscos de se tornar viciado.

TATUAGENS:
Foi-se o tempo em que a tatuagem era símbolo de rebeldia. De tão comum, virou um acessório do corpo. Depois da fase dos desenhos tradicionais de marinheiros, do abstracionismo dos símbolos tribais e dos motivos orientais, com dragões e ideogramas, a moda são os grafismos e a releitura de motivos clássicos, como corações partidos e personagens de história em quadrinhos, sobretudo com efeito de 3D. Discretas, as tatuagens conquistaram a pele de modelos, das patricinhas e dos adolescentes em geral. É claro que o preconceito ainda existe e que o exagero talvez se torne uma dor de cabeça na vida adulta. Em carreiras conservadoras, como medicina e direito, a tatuagem pode ser encarada como desvario ou um perigoso sinal de desleixo, o que não quer dizer que médicos e advogados não possam ter uma. Na hora de escolher o lugar, é só dar preferência a locais do corpo fáceis de esconder com roupa.

VIDA ESCOLAR:
O drama da nota vermelha numa matéria ou o fiasco generalizado, daqueles de fazer o aluno esconder o boletim dos pais, podem ter várias explicações. A mais comum - faltou estudar mais - é relativamente simples de reverter. Basta um pouco mais de seriedade e dedicação para que os resultados apareçam. A questão é mais complexa quando o aluno passa horas debruçado sobre os livros e, mesmo assim, não consegue melhorar suas notas. Uma dica sugerida pelos que já deram a volta por cima é reavaliar o método de estudo.
Foi-se o tempo em que os jovens encaravam os estudos com desinteresse, como se fossem apenas mais uma imposição dos pais. Elas costumam surgir com maior freqüência na puberdade, quando o jovem passa por modificações significativas, como a transformação do corpo, o aumento do interesse pelo sexo oposto e a construção da identidade. O adolescente não entende por que tem de estudar tanto se existem coisas mais interessantes a sua volta. A participação dos pais pode ser decisiva nesse momento crucial do jovem.

ESPORTES:
É saudável preocupar-se com o físico - e os adolescentes estão levando isso a sério. Nunca antes as academias de ginástica foram freqüentadas por gente tão jovem. O jovem pode praticar todas as modalidades esportivas sem prejuízo à saúde ou ao processo de crescimento. Mas isso deve ser feito com moderação. Ou seja, é preciso limitar o tempo da prática esportiva e o esforço exigido. "A quantidade ideal até os 18 anos é seis horas por semana". O que requer mais cuidado e precaução é a sobrecarga de esforços. Vale a regra geral de que o jovem pode suportar 60% da carga de um adulto.


CONSUMO:
São adolescentes, mas pode chamá-los de maquininhas de consumo. Um estudo realizado com garotas e rapazes de nove países mostra que no Brasil sete em cada dez jovens afirmam gostar de fazer compras. Desse grupo de brasileiros, quatro foram ainda mais longe - disseram ter grande interesse pelo assunto.
O poder dos adolescentes sobre o mercado vai mais longe ainda, mesmo que eles não dêem a mínima para abstrações como "mercado'" Costumam, por exemplo, aparecer com mais assiduidade no balcão. Pessoas com menos de 25 anos trocam de aparelho celular uma vez por ano (as mais velhas, a cada dois anos). Em relação às bicicletas, só para citar mais um exemplo, a situação é semelhante. Os adolescentes não são os maiores compradores do setor, mas aposentam uma bike a cada quatro anos.

COMPUTADORES:
A rapidez com que novas formas de comunicação foram desenvolvidas nos últimos anos, misturando texto, som e imagem, causou uma revolução nos hábitos e costumes. A geração imediatamente anterior, nascida nos anos 70, enfrentou o desafio de crescer nos centros urbanos sem a presença da mãe, inserida no mercado de trabalho, e com os olhos grudados na teiinha da TV, em atitude passiva. Em tese, pouca coisa mudou - os jovens de hoje também passam boa parte do tempo sozinhos, sem a presença de adultos. A diferença é que o computador se transformou numa babá eletrônica mais interessante que a televisão. Com a internet, o centro do mundo dessa geração, o hábito do entretenimento eletrônico passou a ser interativo e nada solitário. O adolescente pode participar de um jogo virtual com um amigo conectado do outro lado do mundo ou se comunicar com a namorada via e-mail. A internet também serve para ajudar em trabalhos escolares, baixar a música do conjunto favorito ou entrar num chat de discussão sobre o filme da moda. "O que mais me fascina no computador e na internet é a possibilidade de poder aprender sozinho", resume o estudante paulista Thiago Graziani Traue, de 16 anos, que navega pelo menos três horas por dia.

MORADORES DE RUA

QUEM SÃO OS MORADORES DE RUA?


Moradores de ruas são crianças, adolescentes, adultos, velhos e idosos.
São moradores de ruas por causas variadas como: abandono familiar ou até falta da família, situação econômica, desemprego, desajuste social e problema psicológico. Nas ruas, eles tem liberdade de vida para fazer que quer, o que pensa sem compromisso nem responsabilidade com nada.
O que levam a serem moradores de ruas são as conseqüências ou opção.
A filosofia de vida dessas pessoas é bastante complexa. Baseia-se no hoje, naquele momento; muitas vezes não tem sonhos, não tem esperança de mudanças.
Estando com fome tem que conseguir algo para comer, não importa como, se pedindo, comprando, o até roubando ou furtando. A roupa, geralmente só tem aquela que está vestindo, porque não tem guarda-roupa, não tem aonde guardar nada, às vezes tem apenas uma sacola velha ou um saco.
A proteção à noite é feita através de papelões e plásticos. Quando recebem cobertores doados pelas entidades sociais ou grupos religiosos não tem como preservar. Basta molhar para deixar no local, pois não tem como secar.
Uma das características biológicas mais importantes dos seres vivos é preservada:
Adaptação ao meio em que vivem
Tem capacidade biológica de adaptação à fome, à sede, ao frio, falta de higiene corporal (sem banho, sem escovar os dentes), vivem sem conforto nenhum.
Outro fator impressionante é a resistência biológica às doenças causadas por vírus, bactérias, vermes e fungos.
Moradores de ruas são seres humanos que vivem fora do contexto social e a pobreza é um dos fatores que mais contribui para o desequilíbrio social.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

CULTURA JOVEM

CULTURA JOVEM
Com a explosão demográfica e a expansão econômica dos EUA, durante e após a Segunda Guerra Mundial, a população jovem norte-americana aumentou consideravelmente. Apesar do progresso e da industrialização, a sociedade norte-¬americana permaneceu com valores morais arcaicos e preconceituosos, criando um vazio e uma insatisfação na juventude, principalmente da classe média.
É nesse contexto que surge na juventude ocidental uma nova cultura, reflexo de tendências comportamentais de revolta, expressa principalmente pela música. A partir daí começa a se configurar a formação de um mercado consumidor constituído basicamente por jovens de diferentes classes sociais.
Embora estivesse inicialmente fora dos padrões preconizados pela sociedade estabelecida, a cultura jovem passou a ser devidamente assimilada e comercializada pela indústria cultural, que a divulgou através dos meios de comunicação, tornando-a universal.
Apesar dessa comercialização, foi somente a partir dos anos 60 que a juventude passou a apresentar críticas mais contundentes a sociedade moderna, não só negando os seus valores, mas tentando criar e vivenciar um estilo de vida alternativo e coletivo, contra o consumismo, a industrialização indiscriminada, o preconceito racial, as guerras, etc.
Com isso, essa juventude mais crítica e politizada nega a cultura vigente, até então sustentada e manipulada em sua maior parte pela indústria cultural. Essa reação jovem e conhecida como contracultura, simbolizada principalmente pelos hippies, mas que para alguns voltaria a se repetir de maneira diferente com os punks no final dos anos de 1970.
Mesmo opondo-se à industrialização da cultura, é através da indústria cultural que esses movimentos jovens acabam se expandindo e se deixando assimilar. Por um lado, introduzem temas e questões até então ignorados ou pouco discutidos pela maioria da sociedade, como, por exemplo, drogas, sexo, racismo, ecologia, pacifismo. Por outro lado, evidenciam o aspecto transformador da cultura jovem que, expressando uma visão crítica da realidade, acaba por modificá-Ia, mesmo estando submetida a um rígido processo de industrialização e comercialização.
(BRANDÃO, Antonio Carlos e DUARTE, Milton Fernandes. Movimentos culturais do juventude.
São Paulo, Moderna, 1990,p. 9- I 2.)

CULTURA DE MASSA:A industrialização da CULTURA

CULTURA DE MASSA: A INDUSTRALIZAÇÃO DA CULTURA

A partir do final do século XIX, a industrialização em larga escala atingiu também os elementos da cultura erudita e da popular, dando início à indústria cultural.
O incessante desenvolvimento da tecnologia, tornando-a cada vez mais sofisticada, principalmente nos meios de comunicação (fotografia, fonografia, cinema, rádio, televisão, etc.), passou a atingir um grande número de pessoas, dando origem à chamada cultura de massa.
Ao contrário das culturas erudita e popular, a cultura de massa não esta ligada a nenhum grupo social específico, pois é transmitida de maneira industrializada para um público generalizado, de diferentes camadas socioeconômicas. O que temos, então, é a formatação de um enorme mercado de consumidores em potencial, atraídos pelos produtos oferecidos pela indústria cultural. Esse mercado constitui, na verdade, a chamada sociedade de consumo.
Com a industrialização dos elementos da cultura erudita e da popular, o produto cultural se apresenta de uma forma esteticamente nova e diferente. Podemos tomar como exemplo a gravação de uma sinfonia de Beethoven executada com o auxílio de sintetizadores e outros aparelhos de alta tecnologia, cujo ritmo e som diferentes quase originam uma nova obra.
Para concluir, podemos dizer que a indústria cultural, utilizando-se dos meios de comunicação, primeiramente lança o produto em grande quantidade (milhares ou milhões de discos, por exemplo) e, depois, induz as pessoas a consumirem esse produto, apelando para outras razões além de seu valor artístico.
A cultura de massa, ao divulgar produtos culturais de diferentes origens (erudita e popular), possibilita o seu conhecimento por diferentes camadas sociais, criando também um campo estético próprio e atraente voltado para o consumo generalizado da sociedade.

CULTURA ERUDITA e CULTURA POPULAR

CULTURA ERUDITA E CULTURA POPULAR

Ao analisar o Renascimento, movimento cultural surgido no norte da Itália nos séculos XIV e XV, percebemos que ele estava ligado a uma determinada parcela da população da Europa: a burguesia.
A burguesia era formada por comerciantes que tinham como objetivo principal o lucro, através do comércio de especiarias vindas do Oriente. Esse segmento da sociedade conquistou não apenas novos espaços sociais e econômicos, mas também procurou resgatar ou fazer renascer antigos conhecimentos da cultura greco-romana. Daí o nome Renascimento.
A burguesia não só assimilou esses conhecimentos como acrescentou outros, ampliando o seu universo cultural. Por exemplo, ao tentar reviver o teatro ¬de Sófocles e Eurípides (que viveram na Grécia antiga), os poetas italianos do século XVI substituíram a simples declamação pela recitação cantada dos textos, ¬acompanhada por instrumentos musicais. Dessa forma, acabaram por criar um
novo gênero - a ópera.
Desde a sua origem, a burguesia preocupou-se com a transmissão de seus conhecimentos a seus pares. A partir daí foram surgindo instituições, como as universidades, as academias e as ordens profissionais (advogados, médicos, engenheiros e outros). Com o passar dos séculos e com o processo de escolarização, a cultura dessa elite burguesa tomou corpo, desenvolveu-se e requintou-se com a tecnologia.
Essa cultura erudita ou "superior", também designada cultura de elite, foi se distanciando da cultura da maioria da população, pois era feita pela e para a burguesia.
A cultura popular, por sua vez, mais próxima do senso comum e mais identificada com ele, é produzida e consumida peia própria população, sem necessitar de técnicas racionalizadas e científicas. É uma cultura em geral transmitida oralmente, registrando as tradições e os costumes de um determinado grupo social. Da mesma forma que a cultura erudita, a cultura popular alcança formas artísticas expressivas e significativas.

CULTURA NÃO MATERIAL,IMATERIAL ou ESPIRITUAL

CULTURA NÃO MATERIAL, IMATERIAL OU ESPIRITUAL

A cultura não material abrange todos os aspectos não-materiais da sociedade, tais como: normas sociais, religião, costumes, ideologia, ciências, artes, folclore, etc.

• Folclore do dia-a-dia
Aqui se estuda tudo o que ocorre na vida do homem, no que se refere à cultura espontânea, desde o momento em que se levanta até o deitar-se, no café da manhã, no trabalho, no almoço, passeios etc.

• Usos e costumes
Ritos de passagem: quais as práticas relacionadas ao nascimento, noivado, casamento, morte, e também as formas de organização social de auxílio mútuo, tal como o mutirão de colheita ou de preparo da roça para o plantio.

• Festas
Como se realizam as diferentes festas do calendário da região e as domiciliares: seus aspectos e diferentes partes. A festa do Divino, de São João, de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, como cultura espontânea, fora da influência direta das igrejas.

• Música
As formas de canto monódico ou de uma melodia (pregões, dorme-nenês, modinhas), fabordão ou canto em terças (modas-de-viola, cururu, folia do Divino), responsorial, com solista e coro (congada, maracatu, moçambique). Forma instrumental: o lundu baiano. Toque de instrumentos, caracterizadores de várias modalidades coreográficas.

• Dança
A coreografia, isto é, os passos da desfeiteira amazônica, carimbó paraense, coco nordestino, samba do partido alto baiano, cateretê paulista, siriri matogrossense e de outras danças do folclore brasileiro.

• Folguedos populares
Estrutura e entrecho dramático do maracatu pernambucano; congadas de Minas Gerais, São Paulo e Goiás; folia de Reis com palhaços do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo; maneiro-pau cearense; diferentes folguedos do boi, de que temos referência em quase todo o Brasil, em formas mais simples e mais complexas.

• Jogos
Características e elementos de um jogo atlético: a capoeira que veio de Angola; corridas de cavalo em raia reta, o futebol de meia linha, bolinha de gude ou vidro, unha-na-mula ou sela, cabra-cega e outros.

• Grupos religiosos
Os que se organizam para angariar donativos para as festas: folia de Reis, folia do Divino, Irmãos do Divino como os de Tietê e Piracicaba; Irmandade de São Benedito, cuja finalidade é promover a festa do santo padroeiro: sua organização; a recomenda das almas, grupos de rezadores que entoam orações às almas, no período da Quaresma, de porta em porta.

• Linguagem
Termos e expressões, os ditados, os adágios, a linguagem dos gestos, os apelidos, as adivinhas, fórmulas de escolha para brincar de pegador, fórmulas de terminar histórias e de vender fiado.

• Literatura
Formas literárias que existem independentemente da música, sejam oralmente, sejam escritas: quadrinhas, sextilhas, décimas, abecês, conto acumulativo ou lenga-lenga, mitos ou assombrações, lendas, histórias ou causos, anedotas.

• Superstições e crendices
Culto de atos, cerimônias e acidentes ocasionais que se supõem ser causadores de benefícios e malefícios.

• Medicina popular
As doenças, seus nomes, causas e maneira de preveni-las e curá-las, seja nos homens ou nos animais. Os remédios e como prepará-los.

CULTURA MATERIAL

CULTURA MATERIAL

A cultura material consiste em todo tipo de utensílios, ferramentas, instrumentos, maquias, hábitos alimentares, tipo de habitação, etc. a cultura material pode influir no estilo de vida de um grupo. Por exemplo: no interior do Nordeste a farinha de mandioca é alimento básico; as redes são usadas por grande parte das pessoas para dormir; as casas pobres são construídas com barre palmeira. Forma-se, assim, um modo ou estilo de vida fundamentado na cultura material da região.
A cultura material tem a distinção especial de ligar o comportamento do individuo a coisas externas feitas artificialmente: ARTEFATOS.
Os artefatos são feitos de matérias-primas por meio de perícias manipulativas: TECNOLOGIA.

ALIMENTO E OS COSTUMES ALIMENTARES DO HOMEM

Gêneros alimentícios são evidentemente necessários à manutenção nutricional.
Cada povo tende a concentrar o seu regime alimentar em um pequeno número de alimentos básicos.
O homem de cultura a cultura podem matar sua sede com água, leite, água de coco, suco de frutas, café, chá e chocolate.
O hábito de beber CHÁ começou no SUDESTE da Ásia, utilizando na realização de cerimônias.
O CHOCOLATE (cacau) transmitido pela AMÉRICA CENTRAL aborígine.
O CAFÉ começou na ETIÓPIA – ARÁBIA no século XV.
As BEBIDAS FERMENTADAS feitas de CEREAIS compreendem:
 CERVEJA de TRIGO – EGITO e BABILÔNIA
 CERVEJA de MILHO – AMÉRICA de SUL
 CERVEJA de ARROZ – SUL e LESTE da ÁSIA
As FRUTAS dão o VINHO de UVA e a SIDRA: MEDITERRÂNEO
CALDO DE CANA – MÉXICO

BEBIDAS ALCÓOLICAS:
 UÍSQUE – de cereais
 RUM – de cana-de-açúcar
 CONHAQUE – de uva
 VODCA – de cereais
 TEQUILA – da piteira do México

FUMO – o uso de CIGARROS e CHARUTOS passou dos índios da América Central à Europa por intermédio dos latinos.
Os índios do Norte adotaram o CACHIMBO.

FOGO – de origem INDÍGENAS com o uso de pedras e pedaço de pau.

FÓSFORO – invento moderno

CONDIMENTOS e TEMPEROS:
 MOSTARDAS – Europa
 ESPECIARIAS / CRAVO, CANELA – ÁSIA TROPICAL
 CHÁ – costume inglês

HABITAÇÃO
 Primeiros abrigos, CAVERNAS (nas rochas): EUROPA, ÁFRICA e CHINA.
 Casas de pedra, palafitas: NORTE da EUROPA, NORTE da ÁSIA, inclusive o JAPÃO.
 Casas de TIJOLOS – ORIENTE MÉDIO

VESTUÁRIO E ADORNO PESSOAL

O VESTUÁRIO reflete muito as condições de habitat em que vivem os povos.
GUARDA-ROUPA com roupas LEVES e FOLGADAS são características de regiões QUENTES. ROUPAS PESADAS e COMPRIDAS, como as dos ESQUIMÓS, no ÁRTICO.
A função mais universal do vestuário e do adorno é indicar o STATUS.
O VESTUÁRIO e o ADORNO podem também indicar a IDADE, a CONDIÇÃO CIVIL, a CLASSE, a OCUPAÇÃO, a FILIAÇÃO POLÍTICA, quem é LÍDER e quem é LIDERADO.
O VESTUÁRIO ESPECIAL pode indicar a filiação religiosa e também diferenciar cerimoniais e outras ocasiões importantes da rotina de todos os dias.
O uso de adornos no corpo humano parece ser um UNIVERSAL CULTURAL.
Na Nova Guiné, os homens usam a mais espantosa variedade de penteados e enfeites de cabeça. Podem fazer parte de adornos corporais – a TATUAGEM.